A consciência para comer bem vai mudar o agronegócio brasileiro

(*) Por José Luiz Tejon Megido

Somos o que comemos, diz uma velha filosofia. E quanto mais recebemos informações da qualidade de cada alimento e quanto mais a tecnologia nos permite saber o que não sabíamos, mais isso vai mudar o agronegócio.

Em apenas um ano o consumo de frutas e hortaliças cresceu no Brasil 60%. Agronegócio tem a ver com a busca de qualidade de vida. Mesmo com esse consumo crescente, apenas 24% dos brasileiros comem a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de hortifrutícolas.

Batata doce é um caso interessante que virou produto preferido dos atletas, depois de notícias veiculadas na mídia sobre as virtudes da querida e deliciosa batata doce. Muitos nichos existem e serão explorados por um novo empreendedorismo, reunido ao cooperativismo.

Setores como os orgânicos, hidropônicos, biodinâmicos, minimamente processados e agroindustrializados e, mesmo não vamos mais jogar fora produtos bons, apenas por não serem belos. Os produtos feios são tão bons quanto os bonitinhos.

Nesse sentido os novos feirantes não vendem mais apenas frutas e hortaliças, fazem discursos dando aulas nas feiras sobre as virtudes de cada produto. Afinal, uma maçã ao dia, os médicos ficam sem sua guia, como diz o ditado americano: “One apple a day, doctors away”.

Os produtores e distribuidores de hortifrútis do estado de São Paulo, o Sebrae e especialistas nutricionais confirmam que sardinhas, açaí, abacate, azeite de oliva, castanhas, coisas não convencionais, são exemplos de qualidade nutricional. E não esqueça da alcachofra, beterraba e da nossa jabuticaba.

(*) José Luiz Tejon Megido é Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM

Fonte: Universo Agro