A importância das entidades representativas do setor rural para o desenvolvimento e o crescimento do Brasil

A importância das entidades representativas do setor rural para o desenvolvimento e o crescimento do Brasil

Senar marcando presença na 48ª Exposição Agropecuária de Bela Vista (EXPOBEL), edição 2019, evento realizado anualmente pelo Sindicato Rural de Bela Vista, com o objetivo principal de promover o agronegócio local. Foto: Visual Massa

Por Sindicato Rural de Bela Vista

Não foi do dia para a noite que o Brasil passou a ocupar o terceiro lugar no ranking mundial de exportação de alimentos, seguido pelo referencial na produção de fibras e agroenergia. Do período colonial até o século XXI, os produtores rurais travaram uma dura batalha na organização da classe, construindo pautas, que, reivindicadas junto aos governos, deram origem a políticas públicas que fomentaram o setor rural e o consolidaram como um dos pilares da economia nacional.

Historicamente, o associativismo, que alicerçou a base para a formação dos sindicatos rurais patronais, continua sendo fundamental para a construção de eixos que norteiam a cadeia produtiva do agronegócio. Foi a partir da união da comunidade rural, organizada por meio dessas entidades, que o segmento saiu do anonimato e passou a ter maior expressão social, política, econômica e ambiental.

A integração da classe produtora, fortalecida pela liderança dos sindicatos, facilitou o acesso à informação, formação e capacitação, tanto para o empregador como para o empregado rural, tornando-os muito mais profissionalizados, além de promover a defesa dos direitos coletivos e individuais da população que vive e trabalha no campo.

Essa dinâmica contribuiu para o aperfeiçoamento da produção agropecuária baseada na incorporação de tecnologias produtivas mais eficientes, práticas sustentáveis, assistência técnica e gerencial, e, consequentemente, abriu o caminho para melhores condições de concorrência com outros mercados.

É inquestionável que as ações implementadas pelas entidades representativas do setor rural nas esferas municipais, estaduais e federais vêm corroborando com a posição de destaque do agronegócio nacional, expandindo a capacidade de produção e gerando novas oportunidades de emprego. Atualmente, o setor emprega pouco mais de 18 milhões de profissionais, o que equivale a uma participação de 19,5% no mercado de trabalho formal (Cepea-Esalq/USP, 2019). O agronegócio é responsável por 23% do PIB Nacional.

Meio ambiente – O protagonismo das entidades representativas do setor rural foi fundamental durante o processo de aprovação do Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012), pois defenderam um texto viável à produção agropecuária, associado à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. O setor rural brasileiro, que no passado foi o grande vilão do meio ambiente, passou a ser o exemplo mundial de preservação e sustentabilidade. Obrigatoriamente, o produtor brasileiro deve preservar a vegetação nativa em 20% da área de seu imóvel na região da Mata Atlântica e da Caatinga. Esse número sobe para até 35% no caso dos Cerrados e atinge 80% na Amazônia. Segundo dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o total das áreas destinadas à preservação e proteção da vegetação nativa, terras indígenas, terras devolutas e imóveis rurais representam 66,3% do território nacional. Existem cerca de 114 milhões de hectares de reserva legal no país, o que corresponde a soma dos territórios da França, Espanha e Portugal.

Dados regionais – Em 2019, a agropecuária sul-mato-grossense gerou 2.149 novas vagas de emprego, o que corresponde a 11% dos 19.191 postos de trabalho criados no estado.

A parceria entre sindicatos rurais, Senar/MS e Sistema Famasul consegue ofertar cursos de capacitação para atender a demanda de mão de obra da cadeia produtiva.

Com atuação em 98,7% dos municípios do estado, o Senar/MS, por meio da Assistência Técnica e Gerencial, visitou mais de 23 mil propriedades, com 50 mil recomendações técnicas e quase 4 mil produtores rurais atendidos com consultorias em 11 cadeias produtivas.

Com polos de educação semipresencial em oito municípios, o Curso Técnico em Agronegócio é outro exemplo de que a capacitação é o caminho para a inserção no mercado de trabalho. Em 2019, 86,4% dos alunos formados no curso técnico foram empregados.

No município de Bela Vista, interior de Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai, o Senar/MS, em parceria com o Sindicato Rural de Bela Vista, capacitou um total de 1.079 alunos durante o ano de 2019. Foram realizados 107 cursos de formação profissional rural e promoção social de jovens e adultos, homens e mulheres, moradores das áreas urbana e rural do município, atingindo 2.756 horas.

Participação do produtor rural – Para que as entidades representativas do setor rural, como os sindicatos rurais patronais, associações e federações continuem transformando realidades, é preciso que os produtores rurais estejam associados aos sindicatos dos municípios onde produzem, e participem de forma efetiva das ações e decisões dessas entidades. O desenvolvimento e o crescimento do Brasil são de interesse de todos e cada cidadão precisa ser atuante na defesa do setor que representa.

Procure o Sindicato Rural de Bela Vista para se associar. Se você já é sócio, venha nos visitar. As portas do Sindicato Rural de Bela Vista estão sempre abertas para os associados, amigos, parceiros e todos aqueles que tenham interesse em contribuir com nosso trabalho.

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Parque de Exposição Rio Apa, no município de Bela Vista, local onde acontece todos os anos a EXPOBEL, maior evento do agronegócio da fronteira de Mato Grosso do Sul.