Algodão de fibra longa e alta qualidade

Alta qualidade, fibra de 32,5 mm, resistência à mancha angular, porte e ciclo médios. Essas são as principais características da nova cultivar de algodão que está em pré-lançamento e deve chegar ao mercado no ano que vem.

A BRS 336 foi desenvolvida pela Embrapa Algodão em parceria com a Fundação Bahia e é indicada para o Estado da Bahia, especialmente o oeste baiano, além de toda a região do Cerrado brasileiro. A produtividade da cultivar de fibra longa é de 1.700 quilos de pluma por hectare, em média.

— Ela reúne o porte e o ciclo das cultivares de algodão herbáceo normal, ciclo entre 160 e 170 dias, porte médio, que requere a mesma quantidade de regulador de crescimento das outras cultivares em uso. Ela tem o diferencial de comprimento de fibra longa, com comprimento de 32,5 mm. Ela é mais resistente e com menor finura, ela se diferencia pela qualidade de fibra. É a melhor fibra que tem no mercado — explica Nelson Suassuna, pesquisador da Embrapa Algodão.

O grande diferencial da BRS 336 é que ela consegue ter fibra longa de alta qualidade sem precisar alterar o manejo padrão na lavoura. Isso se dá graças ao porte e ciclo médios que ela possui, além da resistência à mancha angular e boa adaptabilidade ao Cerrado.

— A necessidade de reguladores de crescimento, necessidade de adubação, controle de pragas e doenças tudo isso é igual. O que acontecia no passado é que as que produziam fios especiais apresentavam uma série de problemas. Geralmente eram cultivares altas que não se adequam à colheita mecânica. Elas eram de ciclo tardio, o que não se encaixa no sistema produtivo do Cerrado e eram oriundas de uma espécie extremamente suscetível à mancha angular. A BRS 336 resolveu os três problemas — ressalta.

Cuidados

Apesar do manejo facilitado, alguns cuidados devem ser tomados principalmente visando a colheita. A nova cultivar não pode ser utilizada em plantios adensados, ela é recomendada para espaçamentos superiores a 76 cm na entrelinha. A BRS 336 também deve ser evitada em áreas com histórico de ocorrência da ramulose porque ela apresenta sensibilidade à doença.

Outro detalhe muito importante que o produtor deve estar atento é no ajuste da máquina de beneficiamento do algodão, que estar muito bem adaptada pra não perder o grande diferencial da cultivar que é o comprimento da fibra.

— O que nós chamamos atenção é que existe uma série de cuidados em relação à impureza de fibras. Ela é resistente à principal virose do algodoeiro, isso quer dizer que o manejo do pulgão deve ficar em torno de 40% de plantas com pulgão. Mas o produtor não pode relaxar e deixar o número chegar a 60% próximo da colheita porque o pulgão produz secreções adocicadas e isso causa uma pegajosidades na fibra — ensina.

Os interessados em mais informações sobre a nova cultivar devem entrar em contato com a Embrapa Algodão pelo telefone (83) 3182-4300.

Fonte: Portal Dia de Campo

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