Alimentos aumentam nos próximos anos

Preços de alimentos tendem a aumentar nos próximos anos, diz Ministério da Agricultura

Conclusão consta no relatório ?Brasil ? Projeções do Agronegócio 2010/2011 a 2020/22021?

A alta dos preços dos alimentos tende a se manter nos próximos anos. Essa previsão, apontada em estudos internacionais, também consta do relatório “Brasil – Projeções do Agronegócio 2010/2011 a 2020/22021”, elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com a Embrapa.

O coordenador de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques, diz que o aumento nos preços dos alimentos deve-se a vários fatores, como crescimento de renda dos brasileiros, aumento populacional, baixos estoques e, principalmente, devido às mudanças climáticas em alguns países.

Para equilibrar a inflação dos preços, evitando mais ainda o aumento nos próximos anos, Gasques afirma que o “governo deve monitorar a liberação de estoques e, no médio prazo, aumentar a oferta”.

O órgão de pesquisas International Food Policy Research Institute (IFPRI), dos Estados Unidos, prevê que, ao contrário do que ocorreu no século 20, quando os preços agrícolas foram decrescentes, os cenários atuais apontam preços crescentes entre 2010 e 2050.

Para o IFPRI, preços em elevação sinalizam a existência de desequilíbrios entre oferta e demanda. A crescente escassez de recursos, provocados inclusive por fatores relacionados à demanda – como renda e crescimento da população – e mesmo à oferta, como a redução da produtividade devido a mudanças climáticas, deve colocar os preços dos alimentos em patamares elevados pelos próximos anos.

No Brasil, em 2010 e início de 2011, os preços de diversos produtos agrícolas situaram-se muito acima dos níveis históricos. O preço nominal levantado pelo Cepea/USP para o açúcar, na média da safra 2010/2011, é 107,6% superior ao preço histórico. Já o preço do café situa-se em nível 54,3% superior, enquanto o preço do boi é 63% maior e o da soja, 28,5% mais alto.

Fonte: Portal do Agronegócio