Após encontro com Tereza Cristina, China sinaliza interesse por farelo de soja

Após encontro com Tereza Cristina, China sinaliza interesse por farelo de soja

Chineses querem abertura de mercado de farelo de soja / Foto: Ministério da Agricultura

 No segundo semestre, uma comissão asiática planeja uma visita de inspeção. “Tudo foi colocado na mesa e vai ter prazo para acontecer”, afirmou a ministra

Por Agência Safras

Os chineses foram receptivos e ficaram de analisar as propostas apresentadas pelo Brasil para abertura de mercado para proteínas, frutas, grãos e lácteos, afirmou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, no último dia da missão asiática na China.

“Foi muito bom, a gente sai daqui levando na bagagem o interesse dos chineses nos produtos brasileiros, não só nas proteínas animais, que hoje são uma grande oportunidade para o País,” disse.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) compõe a delegação brasileira que acompanha Tereza Cristina na missão. Segundo o diretor de Relações Internacionais da entidade, Gedeão Pereira, “a ministra foi muito clara e nesse momento nos deixa bastante otimistas com o futuro porque a China precisa do Brasil para se levantar e o Brasil precisa da China para vender seus produtos”.

Nesta quinta-feira, 16, a ministra Tereza Cristina se reuniu com o ministro Ni Yuefeng, da Administração Geral de Aduanas da China, onde ficaram estabelecidos prazos para análise dos formulários entregues pelo Brasil para  habilitação das 78 plantas frigoríficas que pretendem exportar carne bovina, suína e de aves para os chineses.

“Temos muito mais gente no Brasil que pode se habilitar e querer participar desse mercado que hoje está aí tão ansioso, precisando de proteína para baixar o preço no país. Enfim, para suprir esse vácuo do mercado que vai ficar com o problema da peste suína africana”, ressaltou Tereza Cristina.

Soja

Além das proteínas, os chineses ficaram interessados no farelo de soja e planejam fazer uma visita de inspeção ao Brasil no segundo semestre. “Tudo foi colocado na mesa e vai ter prazo para acontecer. Eu saio daqui com bastante esperança de que essas decisões e os bons resultados virão agora ao longo desses dois ou três próximos meses”, disse a ministra.

Para o vice-presidente da CNA, Muni Lourenço, a Confederação cumpriu seu papel ao representar os produtores rurais brasileiros na missão e acompanhar de perto as negociações em nome do setor privado.

“Conseguimos avanços importantes juntos ao governo chinês para que tenhamos uma previsibilidade e uma segurança para o empreendedor brasileiro com vistas ao mercado chinês. A China é uma grande potência econômica mundial e o maior parceiro do agronegócio brasileiro.”

A missão segue para o Vietnã e depois para a Indonésia, com agendas no Ministério da Agricultura dos dois países, e retorna ao Brasil na próxima segunda-feira, 20, à noite.