Após mortes na Índia, FAO pede que países parem de usar agrotóxicos perigosos

Entre as recomendações, está o não uso do monocrotofós, o mesmo produto que causou a morte de 23 estudantes em Bihar, na Índia

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou nesta terça, dia 30, os países em desenvolvimento na América Latina, na Ásia e na África para que proíbam o uso de determinados tipos de agrotóxicos considerados “altamente perigosos”.

Entre as recomendações, está o não uso do monocrotofós, o mesmo produto que causou a morte de 23 estudantes em Bihar, na Índia, em consequência de alimentos contaminados com pesticidas.

De acordo com especialistas, o monocrotofós, se manipulado de forma incorreta, pode causar envenenamento. A inalação causa problemas musculares, salivação excessiva e perda de consciência. A ingestão provoca dores de cabeça, náusea, convulsões e dor de barriga. O monocrotofós está proibido na Austrália, na China, nos países da União Europeia, nos Estados Unidos e em vários países da África, da Ásia e da América Latina.

Para a FAO e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o monocrotofós é um agrotóxico de “grande periculosidade”. Segundo as duas organizações, o uso do produto pode causar danos à saúde humana e também ao meio ambiente.

A FAO recomenda que os governos dos países em desenvolvimento acelerem a retirada de pesticidas altamente perigosos do mercado – diz o texto.

O Código Internacional de Conduta faz uma série de determinações sobre o uso de agrotóxicos, estabelece normas para entidades públicas e privadas e é a principal referência sobre o tema. O código define uma proposta de proibição para a importação, distribuição, venda e compra de pesticidas considerados perigosos.

Com informações da Agência Brasil

 Foto: AP Photo/Frank Augstein FAO recomenda que os governos dos países em desenvolvimento acelerem a retirada de pesticidas perigosos do mercado