Banco do Brasil reabre financiamentos por meio do FCO Rural em MS

Banco do Brasil reabre financiamentos por meio do FCO Rural em MS

Produtores terão mais R$ 335 milhões à disposição até o fim de 2019

Por Agência Rural

Produtores rurais de Mato Grosso do Sul, que já haviam perdido as esperanças de conseguirem um financiamento por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, o FCO Rural, agora terão mais uma chance de buscar recursos em 2019. A partir de hoje (08), todas as linhas de crédito do segmento estão disponíveis para contratação nas agências do Banco do Brasil. A informação foi confirmada pela superintendência do banco em MS, no fim desta manhã.

Segundo o superitendente Sandro Grando, o valor de R$ 335 milhões foi liberado por meio de repactuação de recursos do fundo, em função da grande demanda do setor produtivo. ” Esse montante vem para contemplar os projetos que estavam internalizados e para atender muito bem as novas propostas que chegarão até o fim do ano”, comenta Grando.

Recurso Adicional

Em setembro os membros do Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) decidiram ampliar em mais R$ 335 milhões o volume de recursos destinado a atender o setor rural. Esses recursos adicionais foram conseguidos para o Estado na última reunião do Condel (Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste) realizada no dia 17 de setembro.

Do valor total aportado para o setor rural (R$ 335 milhões), uma parcela (R$ 120 milhões) destina-se especificamente para atender projetos de suinocultura e o restante (R$ 215 milhões) para propostas em geral. O prazo para alocação de recursos tanto do setor rural sua tô do empresarial vai até 15 de dezembro.

Alterações

Durante a última reunião do Condel foram feitas alterações importantes na sistemática de distribuição dos recursos do FCO, que valem ainda para esse ano, porém apenas para novos financiamentos (os que já foram contratados estão regidos pelas normas anteriores).

Uma das alterações é que agora, os empresários rurais podem financiar complexos industriais. Também foi reduzido o teto de financiamento, de R$ 30 milhões para R$ 20 milhões, com o intuito de ampliar a clientela. Empréstimos acima desse teto podem ser feitos, mas recebem um tratamento de excepcionalidade.

O valor destinado ao capital de giro das pequenas e médias empresas aumentou, de R$ 180 mil para R$ 200 mil. “Entendemos que no fim do ano é importante para o empresário ter um recurso maior para dar fôlego à empresa”, disse Verruck. Já o teto do empréstimo para o micro empreendedor individual (MEI) passa de R$ 7 mil para R$ 10 mil.