Cresce procura por especialização em atendimento veterinário de animais de produção

O Brasil é o país com o maior número de médicos veterinários do mundo, com 90 mil profissionais em atuação. Nesta segunda, dia 9 de setembro, é celebrado o Dia do Veterinário. Diante da importância da data, o Canal Rural aponta para o crescimento da procura por qualificação em atendimento de animais de produção.

É o caso de Clarissa Casila, que, desde pequena, é apaixonada por cavalos. A adoração pelo animal foi decisiva na hora de escolher sua profissão. Se tornar médica veterinária é a realização de um sonho.

É do coração mesmo que a gente pensa em profissão. E isso foi o que escolhi. Realmente, gosto muito dos cavalos. Acho que é isso que vou fazer para o resto da minha vida – afirma.

Além da afinidade com os bichos, o mercado de animais de grande porte é promissor e tem atraído cada vez mais jovens às aulas de medicina veterinária. Entre as 50 áreas de atuação da profissão, cresce a procura pelas especializações voltadas ao atendimento de animais de produção. Uma boa notícia para quem vivem no campo.

Claro que a clínica médica de pequeno porte ainda é a campeã de procura dos alunos que se formam. Mas temos em torno de 30% a 40% de procura desses alunos voltados à área de grandes animais – explica o diretor do Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UNB), Antônio Rafael.

Hoje, o Brasil é recordista mundial em escolas que oferecem o curso. São 190 instituições que formam cinco mil novos profissionais todos os anos. Um meio para os recém-formados se qualificarem são os programas de residência, que também valem como uma pós-graduação. O Hospital Veterinário da UNB, destinado ao atendimento de animais de grande porte, é uma das referências na área. Os profissionais da instituição recebem, em média, 400 animais por ano, seja para atender pequenas fraturas ou para realizar grandes cirurgias.

Quero continuar na área, fazer uma pós, mestrado especializado em cirurgias de grandes animais, para, no futuro, estar capacitado para trabalhar com cirurgia – diz o residente Cleyber Trindade.

É um tipo de trabalho que requer investimento do profissional em termos de exposição, vontade e disponibilidade para percorrer distâncias, visitar fazendas, áreas que ficam fora dos centros urbanos. A campo, a gente precisa percorrer cem, 200 quilômetros, dependendo do atendimento – acrescenta Trindade.

Matheus Fernandes já está acostumado com a rotina pesada de um veterinário de campo. Quando terminar o curso, ele continuará cuidando dos animais da família, mas como um profissional, com o diploma na mão.

É coisa que sei mais fazer na minha vida. Não sei fazer mais nada além disso. Se não conseguir uma residência, provavelmente vou trabalhar com meu tio.

Fonte: Canal Rural