Deputados reforçam apoio aos produtores de MS em reunião na Acrissul nesta terça-feira

Acontece nesta terça-feira (23), no auditório da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul – Acrissul, às 9 horas, uma reunião para tratar sobre os conflitos no Estado envolvendo povos indígenas e produtores rurais. Dentre as autoridades, estão confirmadas as presenças dos deputados federais Abelardo Lupion, Luiz Henrique Mandetta e Ronaldo Caiado.

Na oportunidade, o presidente da entidade, Francisco Maia, irá atualizar os produtores sul-mato-grossenses sobre o andamento do processo após encontro com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, em Brasília na última semana. Cardozo reforçou o pedido por paciência e calma aos produtores e informou que o Governo está trabalhando no tema na medida do possível.

Ele ainda lembrou do prazo estabelecido até o dia 5 de agosto para a comissão formada por representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Fundação Nacional do Índio (Funai), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Ministério Público Federal (MPF), Acrissul e das etnias Terena, Guarani, Kaiwéu e Kaiowá apresentar os levantamentos das terras a serem indenizadas pela União bem como critérios de prioridade para a compra das áreas. Além deste, a reunião coordenada pelo Ministério da Justiça no Estado definiu outros dois grupos de trabalhos mistos, um encarregado de fazer a avaliação dos valores monetários das áreas em questão e o outro de buscar o embasamento jurídico para efetuar a compra. Sobre esse assunto, Cardozo afirmou que irá se reunir com o ministro da Fazenda Guido Mantega para apurar a disponibilidade do Tesouro Nacional.

Pela primeira vez percebi uma franqueza do Governo. Eles foram fazer as contas e viram que não é tão fácil assim resolver esse imbróglios”, afirma Francisco Maia, presidente da Acrissul. Para ele, os próximos 90 dias serão esclarecedores, mas ate lá, o que preocupa é o que pode acontece nesse tempo. “Teremos mais propriedades invadidas e destruídas?”, questiona.

Acordo

No mês passado, vários representantes da União, entre eles o secretário-geral da presidência Gilberto de Carvalho e o advogado geral da União Luís Inácio Adams estiveram em Campo Grande discutindo soluções para os conflitos. Na oportunidade, ficou decidido que o Governo Federal iria indenizar os produtores pelas terras adquiridas após análise feita por uma comissão que seria instituída nos próximos dias e teria o prazo até o dia 5 de agosto para concluir os levantamentos, acordado entre todos que até essa data, não haveriam mais invasões nem conflitos. Porém, 48 horas após o encontro, indígenas da tribo terena tomaram a propriedade da fazenda Água Clara em Sidrolândia, jogando por terra tudo o que foi discutido.

Fonte: Ângelo Smaniotto / Via Livre Assessoria