Dilma pode inaugurar fábrica de celulose da Eldorado em Três Lagoas

O convite para a presidente Dilma Roussef inaugurar a fábrica de celulose da Eldorado em Três Lagoas já está no Palácio do Planalto, segundo o empresário Mário Celso Lopes, membro do Conselho de Administração, que acredita na presença da presidente Dilma Rousseff para a inauguração pelo porte do empreendimento.

Os números impressionam quando se fala do volume de investimentos e da dimensão do projeto. A produção inicial será de R$ 1,5 milhão de toneladas/ano. Entre os meses de outubro e novembro entra em fase de montagem e operação. Encravada na confluência das hidrovias do Tietê e São Paulo, a fábrica ocupa área total de 8.920.000 m2, sendo 5.700.000 m2 da unidade industrial, e 3.220.000 m2 de área preservada.

Os investimentos chegam a R$ 6,2 bilhões. Desse volume, R$ 1,8 bilhão já foi integralizado no capital da empresa, que tem participação dos grupos J&F (JBS) com a maior participação acionária, de 50,15%%; FIP Florestal, 33,13%, e grupo MJ, com 16,72%. O aporte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é de R$ 2,5 bilhões. Os fundos de pensão do Banco do Brasil e da Caixa também são acionistas, por meio da FIP Florestal.

PRINCÍPIOS SOCIOAMBIENTAIS

De acordo com o site oficial do empreendimento, pela própria origem do seu negócio a Eldorado adotará as melhores tecnologias e práticas comprovadas para fabricação de celulose. “Os padrões estabelecidos pela Eldorado para emissões atmosféricas, geração de efluentes líquidos e resíduos sólidos, são bem abaixo dos limites estabelecidos pela legislação”, informa o site.

A Eldorado busca atingir o circuito fechado do processo produtivo, a começar pela energia gerada na fábrica, proveniente da lignina extraída no processo do cozimento e resíduos de madeira do pátio. Além de a futura fábrica ser autossuficiente em energia, aplicará o método de compostagem nos resíduos sólidos do processo, utilizando-os nas florestas de eucaliptos como fertilizantes, a fim de evitar o uso de aterros.

A gestão baseada em sustentabilidade será aplicada desde o campo, já na etapa de coleta da madeira. O processo de colheita com equipamentos Harvester permitá retirar as cascas das árvores dentro da própria área de plantio, deixando-as no terreno de forma distribuída e sem a necessidade de tratamento adicional. A técnica é ambientalmente vantajosa. Como boa parte dos nutrientes contidos nas árvores é encontrada na casca, nos galhos e nas folhas, mantê-las na floresta evita a erosão do solo, dispensando o uso de uma série de fertilizantes para sua recuperação.

A Eldorado vai conduzir toda a cadeia de produção e industrialização do eucalipto – do plantio ao transbordo da celulose até os portos, garantindo assim custo de produção mais baixo.

Fonte: Perfil News