Exportação de carne cresce 29% em fevereiro

Fevereiro teve a carne como destaque nas exportações brasileiras. É o que mostra o relatório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em Mato Grosso o produto ocupa segundo lugar na lista dos itens mais exportados. Os valores de vendas saltaram de US$ 14,3 milhões para US$ 19,5 milhões, o que representa um aumento de 29,3% em relação ao acumulado de fevereiro do ano passado.

Mato Grosso é responsável por 16% das exportações nacionais de carne bovina. O superintendente da Acrimat, Luciano Vacari ressalta que esse aumento nos número só confirma a estimativa de retomada do mercado e ainda não pode ser considerado crescimento. Ele conta ainda que a pecuária mato-grossense tem vivido uma grande crise nos últimos tempos. “O ano passado ainda foi ruim. A expectativa é que 2013 possamos consolidar essa retomada”.

No ano passado mesmo com o aumento de 10% no volume das exportações de carne bovina mato-grossense houve uma redução de 9% no valor da arroba. Luciano enfatiza que, neste momento é importante aumentar não só o volume de vendas, como também os valores. “Também precisamos pensar na ampliação e na conquista de novos mercados”.

Suinocultura – As exportações diárias de carne suína passaram de US$ 4,5 milhões em fevereiro de 2012 para US$ 5,4 milhões no mesmo período de 2013, ou seja, um avanço de 15,1%. Houve também aumento no volume de embarques. No caso da carne suína, o acréscimo foi de 12,3%.

Em Mato Grosso, apesar da Associação dos Criadores de Suínos (Acrismat) ainda não ter os números oficiais referentes às exportações de fevereiro de 2013, o secretário executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues garante que houve crescimento nas exportações do Estado. “Não tivemos aumento nos preços”.

Mesmo com números positivos, Custódio é cauteloso e prefere falar em recuperação da última queda dos preços. Ele destaca que a expectativa é de um crescimento de 10% na suinocultura mato-grossense em 2013. “Estamos otimistas”.

Este ano, segundo Custódio, está sendo atípico. Ele explica que normalmente há um aumento no preço da carne suína no fim do ano e depois uma queda durante o período Quaresma, quando diminui o consumo e, consequentemente, aumenta a demanda. “Este ano o preço se manteve estável e isso é importante para concretizar a estabilidade do mercado”.

O balanço nacional foi divulgado pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa) baseado nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Fonte: Agrodebate