Exportação movimenta US$ 1,4 b em MS

Exportação movimenta US$ 1,4 bilhão neste ano em MS

Produtores de Mato Grosso do Sul podem ficar contentes com os números da exportação de janeiro a maio deste ano, dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior indicam crescimento de 44,47%, em relação ao mesmo período do ano passado, o que gerou uma receita de mais de US$ 1,4 bilhão. O principal responsável pela alta registrada nos últimos cinco meses é a soja, que em grãos teve um aumento de 28% e queda na exportação do óleo e do farelo.

Apesar do aumento considerável das exportações da soja em dólares, em toneladas o índice caiu 5,1%. “Os números não influenciam no bolso do produtor, porque o preço continua bom. Só não está melhor por causa do câmbio”, afirmou o analista de grãos da Federação de Agricultura e pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Lucas Galvan. A saca da soja em grãos foi comercializada hoje no Estado a R$ 39, no menor valor e R$ 41, no maior.

Os bons resultados da exportação da safra podem ser repetidos pela safrinha, porém o inimigo pode ser a falta de chuva e o frio. Apesar da chuva registrada nas principais áreas produtoras de soja no Estado, a colheita não está 100% garantida. “Em Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Sidrolândia, São Gabriel, Chapadão do Sul choveu de 40 a 60 milímetros em média, porém se não chover em junho, ou até início de julho, os produtores podem ser prejudicados”, garantiu Galvan. “Só 60% da produção está garantida”, completou. Mesmo sem previsão, o frio preocupa um pouco mais, caso as temperaturas abaixem, uma geada prejudicaria o final da colheita.

Armazenar a produção tem sido uma iniciativa bem vista pelos exportadores, pois guardando o produto nos armazéns, pode-se aguardar o aquecimento do mercado. De acordo com o economista João Pedro Cuthi Dias, o aumento significativo do armazenamento se dá devido à prevenção dos fazendeiros, que se não estocam 100% da produção na propriedade, chegam a guardar parte dela. “O aumento do armazenamento nas fazendas beneficia a exportação, pois isso permite que os produtores esperem o mercado aquecer para vender seus produtos. Outro fator que contribui são os condomínios, porque juntos, se os agricultores não têm um aumento no caixa têm no rendimento”, detalhou.

Fonte: Capital News