IPCA-15 acelera em novembro e fica em 0,46%

Alta do índice, que é uma prévia da inflação, é puxada pelo preço dos alimentos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (23/11) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) , prévia da inflação oficial, que apontou variação de 0,46% em novembro. Em outubro a taxa era de 0,42%.

Com isso, no acumulado, a inflação registra 5,96%, acima de igual período do ano anterior (5,07%). Mais uma vez, contribuiu para esse aumento a alta no preço dos alimentos, cujo índice saltou de 0,52% em outubro para 0,77% em novembro. Dentre os produtos que mais exerceram pressão estão a batata inglesa (12,43% ), o café moído (3,13%), o tomate (3,00%), as frutas (1,50%), as carnes (1,30%) e as refeições fora de casa (75%).

Além dos alimentos, subiram ainda mais os preços dos artigos de vestuário, de 0,38% para 0,87%, formando o grupo de maior variação em novembro, seguido das despesas pessoais, que foram para 0,82%, impulsionadas pela alta dos salários dos empregados domésticos (1,35%), serviços de manicure (1,40%) e de cabeleireiro (1,54%). O grupo comunicação apresentou índice de 0,36% em novembro, pressionado pelos serviços de telefonia celular, que teve variação de 1,83% em novembro, contra 0,07% em outubro.

Em contrapartida, apresentaram queda o setor de transportes (0,02%), o que se deve à menor variação das passagens aéreas (de 14,23% para 4%) e do etanol (de 1,17% para 0,14%), além das quedas verificadas nos preços do automóvel novo (-0,35%) e usado (-1,34%), no litro da gasolina (-0,34%), nas tarifas dos ônibus interestaduais (-0,33%) e no seguro voluntário para veículos (–0,56%).

O grupo habitação também apresentou redução, indo de 0,85% para 0,40%, o que ajudou a conter a taxa do mês. A menor variação de um mês para o outro se deve, principalmente, aos itens condomínio (0,18%), taxa de água e esgoto (zero), artigos de limpeza (–0,06%) e gás de botijão (–0,41%).

Fonte: Revista Globo Rural