Mercado do boi permanece em espera por posição da China

Mercado do boi permanece em espera por posição da China

“Os frigoríficos de maior porte ainda aguardam a retomada das exportações com destino ao mercado chinês para se posicionar”, indica analista

Por Safras & Mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados nesta sexta-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o mercado de boi gordo permanece em compasso de espera.

“Os frigoríficos de maior porte ainda aguardam a retomada das exportações com destino ao mercado chinês para se posicionar. O trabalho de remanejar as escalas de abate ainda está em andamento”, apontou Iglesias.

Em relação ao caso de EEB, resta apenas o posicionamento das autoridades chinesas, liberando as exportações de carne bovina do Brasil. “Pontuando que não há grandes alternativas para substituir o Brasil no mercado mundial. A Austrália atravessa por mais um ano de encolhimento do seu rebanho, mantendo os preços em patamar bastante acentuado. A Argentina adotou medidas restritivas em relação a sua exportação de carne bovina, na tentativa de controlar seus preços. Portanto o Brasil é a alternativa mais viável. Do ponto de vista logístico os entraves diminuíram após o arrefecimento dos protestos dos motoristas de caminhão”, assinalou o analista.

Com isso, em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 306 a R$ 307 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 300 a R$ 301. Em Uberaba (MG), os preços estão a R$ 306 a arroba.

Atacado

A carne bovina segue com preços acomodados no mercado atacadista. Segundo Iglesias, o risco logístico foi afastado com o arrefecimento dos protestos dos motoristas de caminhão, sem relatos de bloqueios relevantes em rodovias federais ou estaduais. “De qualquer forma o cenário remete a acomodação dos preços no curto prazo. A carne de frango ainda dispõe da preferência do consumidor brasileiro, algo natural nas atuais circunstâncias macroeconômicas”, disse Iglesias.

O quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 16,30. A ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.