Mulheres são força de trabalho na cidade e no campo

Elas representam 43% dos 1,3 bilhões de pequenos agricultores no mundo, de acordo com dados da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), da Organização das Nações Unidas (ONU). Na cidade, as mulheres devem atingir, em 2020, 49% de participação no mercado de trabalho – em 2000, era de 42%, segundo o IBGE. Com o aumento da força de trabalho da mulher na cidade e no campo, as mulheres comprovam sua competência para o desenvolvimento de qualquer atividade.

A figura feminina há muito tempo tem ocupado cargos importantes no Brasil e no mundo. Temos lideranças nacionais que já comprovaram que a mulher tem o conhecimento e a competência aliadas à sensibilidade de analisar o contexto da realidade que a cerca. E por isso sua contribuição é estratégica em todos os setores econômicos e sociais”, afirma Lizete Brito, diretora financeira da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul). Lizete é formou-se em Agronomia, contrariando a geração, que até então apenas cursava o “Normal” – o que hoje corresponde ao segundo grau.

Mas o preconceito, principalmente no meio rural, ainda é forte. “Precisamos comprovar constantemente que somos capazes”, diz Adriana Mascarenhas, da Unidade Técnica da Famasul. Adriana é formada em Economia com especialização em Gestão Empresarial. Trabalha focada na área rural há 10 anos. “Ainda existe muito machismo. Conquistei meu espaço, o respeito dos produtores, mas não foi um caminho fácil. Acredito que com uma grande líder a frente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (Katia Abreu) a tendência é que esse preconceito diminua”, diz Adriana.

Na sede da Famasul, as mulheres representam 50% dos cargos ocupados. “Temos aqui uma amostra da realidade que conhecemos bem: a mulher conquistando seu espaço de forma sábia, comprovando que não é uma figura frágil, mas que tem a força que o agronegócio precisa para crescer de forma sustentável”, homenageia Eduardo Riedel, presidente da instituição.

Autor: Sato Comunicação