Novo edital para venda da UFN3 deve sair até julho

Novo edital para venda da UFN3 deve sair até julho

Data foi anunciada após reunião na sede da Petrobras nesta quarta-feira (11)

Natália Olliver – Correio do Estado

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, afirmou que o novo edital de licitação para venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), em Três Lagoas, acontecerá até julho deste ano.

O anúncio foi feito após reunião na sede da Petrobras nesta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro.

Na ocasião, também estavam presentes a deputada federal e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina e o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

Reinaldo ressaltou que a estatal deu garantia de que será lançado ainda no primeiro semestre do ano.

“A gente pediu para que eles fizessem um cronograma para que isso se resolvesse dentro de 2022 para que no próximo ano pudessem ser retomadas as obras da fábrica. O presidente garantiu celeridade nesse processo porque ele entende a importância da UFN3 no cenário nacional da produção de fertilizantes”, destaca.

De acordo com o parlamentar, várias empresas estão interessadas em adquirir a unidade.

“Agora, a expectativa é de que mais empresas possam se interessar pela compra da UFN3 por causa do cenário da guerra da Ucrânia, que mostrou a necessidade do Brasil aumentar a produção doméstica de fertilizantes”, afirmou.

A expectativa é de que a antecipação do edital ocasione no fechamento de negociações com possíveis investidores ainda este ano. Caso o contrato seja firmado, a produção na unidade terá início em 2024.

Sugestão

Na reunião com a diretoria da estatal, a comitiva sul-mato-grossense ainda sugeriu que o edital de venda da fábrica determine que o comprador utilize o Gás Natural Liquefeito (GNL) da Petrobras como matéria prima para a produção dos fertilizantes nitrogenados.

“É importante resolver essa equação do gás. Por isso fizemos essa proposta da opção da compra do combustível. E isso a Petrobras ficou de analisar”, ressaltou Jaime Verruck.