Oferta curta continua provocando altas na arroba do boi gordo

Oferta curta continua provocando altas na arroba do boi gordo

De acordo com levantamento diário da consultoria Safras, os preços subiram em quatro das seis praças pecuárias acompanhadas

O mercado físico do boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta quinta-feira, 4 de junho. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras, a tendência de curto prazo é de que os preços continuem firmes, sem espaço para correções agressivas para baixo, em um movimento atípico tratando-se de um fim de safra, quando geralmente a oferta é maior.

“O fato é que os níveis de oferta estão aquém do normal, ao mesmo tempo em que a um maior otimismo quanto à demanda de carne bovina com o relaxamento das medidas de isolamento social em alguns estados, mesmo sabendo-se que os patamares de consumo não voltarão àqueles de antes da pandemia. A expectativa é grande principalmente em relação ao estado de São Paulo, maior centro consumidor de carne bovina do país”, diz.

Enquanto isso, as exportações de carne bovina à China continuam ocorrendo em grande volume, com o gigante asiático procurando preencher a lacuna de oferta no mercado de proteína animal provocado pelo surto de peste suína africana.

Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 197 a arroba, estáveis. Em Uberaba (MG), passaram de R$ 193 para R$ 193/R$ 194 a arroba. Em Dourados (MS), foram de R$ 182 para R$ 183/R$ 184 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado passou de R$ 189 para R$ 190. Já em Cuiabá (MT), permaneceu em R$ 173.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem estáveis. Conforme Iglesias, há boa expectativa levando-se em conta um esperado crescimento da demanda na primeira quinzena do mês.

A ponta de agulha ficou em R$ 11,20 o quilo, estável. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 11,75 por quilo, e o corte traseiro seguiu em R$ 13,30 o quilo.

Foto: Fernando Carvalho/arquivo Pessoal