PM estabelece rotas para evitar encontro entre fazendeiros e MST

Em exposição na principal avenida de Campo Grande, o conflito rural que divide o Estado exige organização logística para que fazendeiros não “trombem” com a passeata dos movimentos sociais, que caminharam 50 km de Anhanduí à Capital. “Vamos ter que estabelecer uma rota, porque os produtores não querem confronto”, afirma major da PM (Polícia Militar), Neide Centurião.

A marcha dos sem-terra parte da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) até à praça do Rádio. Do lado oposto da cidade, 500 pessoas se concentram em frente à Cidade do Natal, nos altos da avenida Afonso Pena, que foi tomado por caminhonetes.

A manifestação dos fazendeiros terá carreata e cavalgada. Vestida de preto, Carolina Bacha, filha do ex-deputado estadual Ricardo Bacha, dono da fazenda Buriti, afirma que está de luto. “Os índios quebraram tudo, tudo destruído. Trator, galpão. Nem se saísse a reintegração de terra teria condições de voltar, está tudo acabado. Acho que não está tendo Justiça. Os produtores foram pela lei e os índios pela violência”, relata.

A herdeira de Bacha afima que os fazendeiros são vítimas de descaso. “Já pensou se o meu pai tivesse só aquilo para sobreviver?”, questiona.

Representante do MNP (Movimento Nacional dos Produtores), Oliveira Nantes Filho denuncia que índios são “importados”. “O governo deveria fazer triagem e DNA para mostra qual índio é mesmo da nossa região. Índio que tem logística, transporte e alimentação não precisa sair das cidades”, salienta.

Dono da fazenda Esperança, Nilton Carvalho da Silva Filho afirma que o movimento é para sensibilizar a sociedade sobre a situação dos fazendeiros. O imóvel rural, localizado em Aquidauana, foi invadido há uma semana. Nilton teve que deixar a fazenda.

Mesmo com a invasão, fiz acordo para respeitar a propriedade”, conta. De acordo com ele, a maioria dos funcionários da propriedade é indígena. “Eles foram para a aldeia e outros entraram”. Ele é dono da fazenda há 30 anos. “Já é a quinta geração da família”, diz.

Os fazendeiro usam camisetas coma frase “Baderna, desordem, destruição. Que reforma agrária é essa?”. Nas costas, os dizeres são: “Nós alimentamos o Brasil”. A disputa por terra em Mato Grosso do Sul se agravou em maio, com a invasão da fazenda Burtiti, em Sidrolândia. A reintegração de posse culminou na morte do terena Oziel Gabriel, de 35 anos.

Fonte: Campo Grande News

Em exposição na principal avenida de Campo Grande, o conflito rural que divide o Estado exige organização logística para que fazendeiros não “trombem” com a passeata dos movimentos sociais, que caminharam 50 km de Anhanduí à Capital. “Vamos ter que estabelecer uma rota, porque os produtores não querem confronto”, afirma major da PM (Polícia Militar), Neide Centurião. A marcha dos sem-terra parte da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) até à praça do Rádio. Do lado oposto da cidade, 500 pessoas se concentram em frente à Cidade do Natal, nos altos da avenida Afonso Pena, que foi tomado por caminhonetes. A manifestação dos fazendeiros terá carreata e cavalgada. Vestida de preto, Carolina Bacha, filha do ex-deputado estadual Ricardo Bacha, dono da fazenda Buriti, afirma que está de luto. “Os índios quebraram tudo, tudo destruído. Trator, galpão. Nem se saísse a reintegração de terra teria condições de voltar, está tudo acabado. Acho que não está tendo Justiça. Os produtores foram pela lei e os índios pela violência”, relata. A herdeira de Bacha afima que os fazendeiros são vítimas de descaso. “Já pensou se o meu pai tivesse só aquilo para sobreviver?”, questiona. Representante do MNP (Movimento Nacional dos Produtores), Oliveira Nantes Filho denuncia que índios são “importados”. “O governo deveria fazer triagem e DNA para mostra qual índio é mesmo da nossa região. Índio que tem logística, transporte e alimentação não precisa sair das cidades”, salienta. Dono da fazenda Esperança, Nilton Carvalho da Silva Filho afirma que o movimento é para sensibilizar a sociedade sobre a situação dos fazendeiros. O imóvel rural, localizado em Aquidauana, foi invadido há uma semana. Nilton teve que deixar a fazenda. “Mesmo com a invasão, fiz acordo para respeitar a propriedade”, conta. De acordo com ele, a maioria dos funcionários da propriedade é indígena. “Eles foram para a aldeia e outros entraram”. Ele é dono da fazenda há 30 anos. “Já é a quinta geração da família”, diz. Os fazendeiro usam camisetas coma frase “Baderna, desordem, destruição. Que reforma agrária é essa?”. Nas costas, os dizeres são: “Nós alimentamos o Brasil”. A disputa por terra em Mato Grosso do Sul se agravou em maio, com a invasão da fazenda Burtiti, em Sidrolândia. A reintegração de posse culminou na morte do terena Oziel Gabriel, de 35 anos. Fonte: Campo Grande News