Se eu não fosse jogador…

O sonho de infância, Lucas já realizou: tem uma fazenda. Agora, quer se especializar em Administração de Empresas

Lucas Leiva é de uma família inteira gaúcha, mas nasceu em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Tudo por que há 50 anos o seu avô, Artemio Pezzini, resolveu deixar o seu Rio Grande do Sul em busca de opções de trabalho e das terras mais baratas no centro-oeste do país.

O vô Pezzini acabou comprando uma fazenda em Bela Vista, localidade vizinha a Dourados, e nela todos os seus netos passaram a infância. Foi aí que despertou em Lucas o sonho de ter uma fazenda – seria então fazendeiro, não fosse jogador.

Só que o futebol entrou muito cedo na sua vida. Aos 14 anos, deixou Dourados para para tentar a sorte em São Paulo, e um ano depois foi parar nas divisões de base do Grêmio. Lá se destacou a ponto se transferir para o Liverpool da Inglaterra, não sem antes ser campeão sul-americano, como capitão, pela Seleção Brasileira Sub-20.

Carreira encaminhada e bem-sucedida, Lucas pôde então correr atrás do sonho de infância: comprou uma fazenda na mesma Bela Vista do vô Pezzini – a Fazenda Figueira.  É lá, no seu canto preferido, que Lucas e a família passam as férias, como acabou de fazer antes de viajar com a Seleção para a Argentina.

Só que a Fazenda Figueira não é só um local de lazer. Lucas transformou-a em um próspero negócio, administrado pelo irmão, o veterinário Guilherme, com manejo de gado de corte e gado de elite, da raça Brahman, cujo segundo leilão será realizado no dia 16 de julho, em Bele Vista, durante a Expobel.

É o irmão Guilherme quem cuida da lida diária da fazenda.

– Só posso ter a fazenda como negócio porque tenho no meu irmão um homem de confiança e que está à frente da sua administração.

Cuidar ele próprio dos negócios é agora o objetivo de Lucas quando pendurar as chuteiras. Mesmo ainda com 24 anos, e com uma longa e promissora carreira no futebol pela frente, Lucas já se preocupa com o futuro quando deixar os gramados. Vai se especializar em Administração de Empresas.

– Penso em atuar na área de gestão, e pode ser no futebol, onde está se abrindo um amplo mercado de trabalho.

Lucas sabe que o futebol está em um caminho sem volta para ser gerido empresarialmente, nos moldes do que já acontece nos clubes europeus, e também já em alguns clubes brasileiros.

– O futebol está ficando cada vez mais profissional, essa é uma realidade à qual os clubes brasileiros vão ter também de se adequar. Como sou do meio, fui criado no futebol, pode ser esse, sim, o meu caminho no futuro.

Fonte: Confederação Brasileira de Futebol