Sindicato Rural de Bela Vista participa de manifestação no município de Tacuru sobre demarcação de terras indígenas

O presidente do Sindicato Rural de Bela Vista, Marcelo Loureiro de Almeida; o vice-prefeito municipal, Luiz Alexandre Loureiro Palmieri (Xande) e o vereador Reinaldo Benites Miranda (Piti) participaram na sexta-feira (5/04), no município de Tacuru, de uma manifestação sobre a questão indígena no Estado.

O movimento foi organizado pelo Sindicato Rural de Tacuru e contou com a participação de produtores rurais, representantes sindicais, autoridades estaduais e municipais da região. Os manifestantes participaram de uma audiência pública, sediada na Câmara Municipal da cidade, onde foram debatidos a demarcação de terras indígenas, seus impactos para o setor produtivo e sua ilegalidade. Após a audiência seguiram em carreata pelas ruas de Tacuru.

Segundo a presidente do Sindicato Rural de Tacuru, Maria Neide Casagrande, “a participação, tanto dos produtores quanto dos cidadãos de Tacuru, foi de fundamental importância para conscientizar sobre o tamanho do problema que teremos caso a Funai decida pela demarcação de terras indígenas na região”. Ela falou ainda que, após conversar com os índios das aldeias em volta, escutou o seguinte depoimento: “eles não querem mais terra, querem sim assistência para o espaço que já ocupam”, pontuou.

Para a advogada Luana Ruiz, engajada no assunto indígena em âmbito nacional, “é unânime entre nossos representantes do Senado e da Câmara dos Deputados, assim como entre os advogados que atendem na questão indígena, além dos produtores rurais que assistem aos desmandos da Funai e amargam o sentimento da impotência, a certeza de que a Governo Federal está decidido a atender a agenda indigenista, permitindo e amparando as demarcações sem limites”, afirmou.

Ela ressaltou também a importância da participação dos produtores: “é preciso mostrarmos uma força na base. Caso contrário, assistiremos o colapso do setor produtivo”.

Na última semana, a Funai publicou uma portaria do Diário Oficial da União constituindo grupo técnico para estudar a última fase da suposta terra indígena Dourados-Amambai Peguá, atingindo sete municípios: Dourados, Fátima do Sul, Amambai, Juti, Vicentina, Naviraí e Laguna Caarapã.

Vários municípios da região do cone-sul de MS, a mais afetada com as demarcações da Funai, estão movimentando-se para combater essas ações exageradas da entidade.

Manifestação

Uma das principais reivindicações dos produtores é de que o Governo está transformando centenas de hectares de áreas produtivas em terras indígenas, o que acaba por prejudicar a economia local. Há alguns meses, autoridades de Iguatemi fizeram um dossiê mostrando o impacto que tais ações estão e ainda podem causar ao município e à região, com o objetivo de sensibilizar a presidenta Dilma Roussef.

“Todos estamos preocupados com o que está e o que pode acontecer conosco caso não lutemos pelos nossos direitos. As coisas lentamente podem começar a acontecer e quando nos dermos conta, pode ser tarde demais”, alerta o prefeito da cidade.

Histórico

Em 2008, o Ministério Público Federal assinou o Compromisso de Ajustamento de Conduta – CAC, com a Funai, demarcando 36 tekohas em seis bacias (tekohaguassu) no Estado, envolvendo 26 municípios. No dia 8 de janeiro de 2013, a Funai publicou outra portaria no D.O.U. identificando a suposta terra indígena Iguatemipeguá I, com mais de 41 mil hectares. Já em Sidrolândia o caso é mais grave, onde produtores que ganharam na justiça não conseguem a reintegração de suas propriedades.

Fonte: Com informações do Midiamax