ABPO celebra parceria com a Itália

Carne bovina: ABPO realiza degustação para celebrar parceria com a Itália

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, esteve no evento

A carne orgânica produzida no Pantanal brasileiro foi a estrela da noite desta segunda-feira, dia 23 de maio, em Campo Grande. A ABPO (Associação Brasileira de Pecuária Orgânica) realizou uma degustação do produto para celebrar parceria com a região de Abruzzo, na Itália. A degustação envolveu também a tradicional massa italiana e aconteceu no bufê Yotedy.

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, esteve no evento e anunciou que em breve o Estado estará lançando uma grife de carne certificada, produzida de forma sustentável, no Pantanal. A pecuária tradicional praticada na planície pantaneira é considerada fator de conservação do bioma.

A ABPO é parceira da Embrapa Pantanal em dois projetos: um de pesquisa e outro de comunicação. O primeiro está contribuindo para o processo de certificação de fazendas que praticam a pecuária orgânica no Pantanal. O segundo está buscando divulgar aos brasileiros a prática da pecuária sustentável no Pantanal para valorizar a atividade.

Durante o evento em Campo Grande, o governador, a secretária da Seprotur (Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo), Tereza Cristina Correa da Costa Dias, e o presidente da ABPO, Leonardo de Barros, receberam da Embrapa Pantanal exemplares de um bloco de anotações do projeto “Construção da Imagem da Pecuária Sustentável do Pantanal”, que está sendo entregue a jornalistas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O bloco contém informações sobre a pecuária tradicional pantaneira e receitas culinárias com carne, cedidas pela Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), também parceira da Embrapa Pantanal.Praticada há 274 anos no Pantanal, a pecuária extensiva dispensa o uso de agrotóxicos. Não há necessidade de desmatamento para plantio de pasto. Os animais se alimentam de vegetação nativa. Pesquisa publicada no ano passado e realizada por cinco ONGs (Organizações não-governamentais), com apoio técnico da Embrapa Pantanal, indica que quase 87% da vegetação nativa da planície pantaneira está conservada.

Nos últimos oito anos, a Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento desenvolveu uma pesquisa que culminou em indicadores ambientais, econômicos e sociais para determinar se uma fazenda pantaneira é sustentável ou não e o que falta para que atinja melhores índices de sustentabilidade. Esses indicadores estão em fase de validação e em breve poderão ser aplicados em propriedades do Pantanal.As informações são da Embrapa.

Fonte: Portal de Negócios da Pecuária