Algodão do Cerrado é destaque da Globo Rural de julho

Com uma produção recorde de pluma, o oeste da Bahia desponta no mercado internacional, mas produção em Mato Grosso continua em alta

Até pouco tempo atrás, a região oeste da Bahia se destacava pelas infindáveis lavouras de soja e milho. Agora, quem passa por lá, principalmente pelo trecho de aproximadamente 100 quilômetros entre o distrito de Roda Velha, no municípío de São Desidério, e a cidade de Luis Eduardo Magalhães, começa a perceber que algo está mudando. As plantações estão brancas.

Brancas de algodão. A cultura da pluma vem ganhando cada vez mais hectares no Cerrado, impulsionada pelo empreendedorismo de agricultores migrantes, principalmente dos estados do Sul.

O paranaense Walter Horita é o personagem principal desta história, e seu trabalho  tornou-se referência para a cotonicultura mundial. Horita é o terceiro maior produtor de algodão do país, com 25 mil hectares plantados no oeste da baiano. Por ano, ele investe mais de R$ 30 milhões em suas lavouras, e conta sua trajetória nas páginas da Globo Rural de julho.

Exemplos como o de Horita não faltam no Cerrado. “Eu morava no Rio Grande do Sul quando vim para a Bahia. Aqui, tornei-me sócio de investidores holandeses que queriam diversificar os negócios”, contou à Globo Rural o economista Uilham Hillebrand, de 27 anos, sócio da Kobra Agricola, um private equity formado por investidores europeus.

Mercado em alta

O Cerrado brasileiro vai colher uma safra recorde de algodão nesta temporada. Com tantos investimentos, estima-se que serão colhidas mais de 600 mil toneladas da pluma nesta temporada. A área plantada saltou de 190 mil hectares na safra passada (2009/2010) para 371 mil hectares em 2010/2011. “Estimamos um aumento de 15% para a safra futura”, diz a também produtora Isabel da Cunha, que ocupa a presidência da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Abapa. Isabel também é gaúcha, radicada em Luis Eduardo Magalhães e em suas terras, cultiva quatro mil hectares da pluma. “Agora, estamos batalhando para verticalizar a cadeia produtiva do algodão, atraindo indústrias têxteis para a região”, afirma.

Fonte: Globo Rural