Brasil lidera protecionismo em 2012

Estudo realizado pela ONU, OCDE e OMC aponta que país adotou barreiras comerciais que afetam a economia mundial

De acordo com um levantamento realizado pela ONU, OCDE e OMC, a pedido do G-20, o Brasil foi um dos países que lideraram o movimento protecionista no mundo em 2012, adotando uma série de barreiras comerciais que acabaram afetando diversos setores da economia.

As três entidades estimam no relatório que as pressões protecionistas têm crescido em todos os continentes. No documento foi identificado também que a Europa continua a ser uma das regiões que mais têm contribuído para o protecionismo. O fator preocupante é que as barreiras, que prometiam ser temporárias, começam a se perpetuar diante do cenário de crise econômica mundial.

Na avaliação da OMC, a expansão do comércio mundial será de no máximo 2,5% em 2012. Diante de uma taxa de desemprego recorde em vários países, a estimativa da entidade é de que governos vão continuar sob a pressão dos setores atingidos para que sejam protegidos da concorrência estrangeira.

No caso brasileiro, medidas como a elevação de taxas de importação e os programas que dão privilégios à produção nacional são identificados como exemplos contrários à liberalização do comércio.

O Itamaraty defende que elevar as tarifas aos níveis que legalmente tem direito na OMC não representa uma violação das regras internacionais e aponta que o País está apenas usando o espaço de política pública a que tem direito pelas regras. Os países ricos, no entanto, se queixam que, no grupo do G-20, o Brasil firmou com os demais governos um compromisso para não elevar barreiras.

Fonte: Revista Globo Rural On Line

Medidas como a elevação de taxas de importação e programas que dão privilégios à produção nacional no Brasil são identificados como exemplos contrários à liberalização do comércio