Código trará a paz de volta ao campo

Código trará a paz de volta ao campo, avaliam ruralistas

Para Reinhold Stephanes e Kátia Abreu a reforma acaba com a insatisfação e instabilidade do meio rural

Na avaliação do ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes a aprovação do Código Florestal acaba com a insatisfação e instabilidade do campo. “Nós últimos meses, esse foi o único assunto do setor. Em feiras e eventos agropecuários ninguém mais falava em crédito ou endividamento do setor, só se falava do Código Florestal. A aprovação do novo Código trás a paz de volta ao campo”, avalia Stephanes.

Segundo a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, a lei ambiental tinha o selo das ONGs e agora tem o selo do Brasil, do povo e da sociedade, através do Congresso Nacional. A senadora não acredita que a presidente Dilma Rousseff vá vetar o projeto ou parte dele.

Como produtora rural, Kátia Abreu se diz muito feliz com a votação porque pela primeira vez sente que os produtores rurais puderam discutir suas angústias e serem ouvidos. “Até hoje no Brasil o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que deveria ser um fórum extraordinário para o país, tem um quórum unilateral: de 108 membros o setor produtivo tem apenas oito cadeiras e, portanto, nós nunca pudemos fazer valer nossa opinião”, avalia a presidente da CNA.

Sobre a questão, considerada polêmica durante o processo de votação, de dar mais poder aos estados para decidir quais atividades podem ser realizadas em APPs, a senadora é taxativa. “A maior prova de que a matéria de meio ambiente precisa ir para os estados é o resultado das metas que o Brasil alcançou agora antes de 2020. Em 2005 o ex-presidente Lula fez um compromisso em Copenhagen de reduzir o desmatamento em 80% até 2020, mas estamos antecipando essa meta e hoje, nove anos antes do prazo final, nós já reduzimos o desmatamento em 77%, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). E isso não é graças ao Ibama. Quem autoriza e dá licença para o desmatamento são os órgãos ambientais estaduais”, avalia.

Fonte: Globo Rural On Line