Embrapa apresenta ações em prol da segurança alimentar no Show Rural

Exposições e palestras ressaltam os esforços de conservação da Embrapa ao longo de quase quatro décadas

Perto de completar 40 anos de pesquisas em prol da agropecuária brasileira, a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária tem, como um de seus resultados, a formação do maior banco genético vegetal do Brasil e da América Latina e um dos maiores do mundo. O banco, mantido em uma de suas 47 unidades de pesquisa, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, DF, conserva para o futuro mais de 120 mil amostras de sementes de cerca de 600 espécies de importância socioeconômica a 20ºC abaixo de zero. Parte desse trabalho será apresentada no estande da Empresa durante o Show Rural Coopavel 2013, que começa hoje (04/02) e se estende até o dia 8 de fevereiro em Cascavel, PR.

O banco é uma espécie de backup das sementes existentes na natureza e além de ser uma garantia para a segurança alimentar das futuras gerações, funciona como um enorme manancial genético à disposição dos cientistas para o desenvolvimento de variedades melhoradas. As milhares de sementes conservadas são resultados de quase quatro décadas de coletas e intercâmbio com outras instituições do Brasil e do exterior.

Em abril de 2013, quando celebra o seu 40º aniversário, a Embrapa terá mais um motivo para comemorar: a inauguração de um prédio com um complexo de câmaras frias capaz de armazenar 750 mil sementes, ou seja, quase quatro vezes a do atual, que é de 250 mil. O novo espaço vai contar também com bancos de DNA para conservação de recursos genéticos animais.

De volta ao futuro: o banco é essencial para a segurança alimentar de povos indígenas

A conservação em câmaras abaixo de zero garante o futuro das sementes, mas o banco genético da Embrapa já demonstrou a sua importância para a segurança alimentar das gerações atuais. Como, por exemplo, o povo indígena Krahô, do Tocantins, que conseguiu ter de volta variedades de sementes tradicionais graças aos esforços de conservação da Embrapa.

Em 1995, representantes desse povo indígena procuraram a Embrapa em busca de sementes primitivas de milho e amendoim, que eles não possuíam mais em suas tribos, em decorrência da introdução de variedades comerciais em seus cultivos.

As sementes haviam sido coletadas por pesquisadores da Embrapa na década de 70 e estavam conservadas nas câmaras frias. Foram localizadas, multiplicadas e entregues aos índios Krahô. Essa iniciativa marcou o início de uma parceria muito produtiva, que já se estendeu a outras etnias.

Além de enriquecer os quintais indígenas do povo Krahô – um dos resultados foi o plantio de 20 mil mudas de frutas, incluindo caju anão precoce e bananas resistentes à sigatoka negra – a parceria levou também à recuperação de ritos e tradições relacionados a práticas alimentares.

Palestras no Show Rural

A coordenadora do projeto em parceria com povos indígenas na Embrapa, a pesquisadora Terezinha Dias, estará no Show Rural Coopavel, onde apresentará a palestra “Segurança alimentar e conservação: promoção do uso de sementes tradicionais e crioulas” na Estação do Conhecimento nos dias 7 de fevereiro, às 15h45 e 8 de fevereiro, às 16h30.

Quem visitar o estande da Embrapa no Show Rural Coopavel 2013 vai conhecer as ações de conservação que deram origem ao maior banco genético do Brasil. E o quanto a manutenção desse banco vem sendo importante para comunidades indígenas.

A palestra “Segurança alimentar e conservação: promoção do uso de sementes tradicionais e crioulas” será apresentada na Estação do Conhecimento nos dias 7 e 8 de fevereiro, às 15h45 e 16h30, respectivamente.

Fonte: Agrolink