Famasul apresenta hoje diagnóstico para bovinocultura de MS

As projeções de rebanho, abate, demanda, mercado interno e externo compõem o estudo que será apresentado agora pela manhã (16) pela Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), durante o 25° Encontro de Tecnologias para Pecuária de Corte, no Sindicato Rural de Campo Grande. O presidente da Famasul, Eduardo Riedel, e demais autoridades abrem o evento que segue até o final do dia, com uma programação que conta com palestras sobre homeopatia na pecuária, sistema de confinamento e semi-confinamento, integração lavoura-pecuária-floresta e oportunidades de mercado no setor.

Com um rebanho de 21,9 milhões de cabeças, Mato Grosso do Sul tem registrado queda no total de animais desde 2004, quando alcançou o volume total de 25 milhões de cabeças. O abate de animais também registrou queda de 6,8% nos últimos seis anos. “O que nos preocupa é que o número de fêmeas abatidas aumentou consideravelmente. A evolução no preço do bezerro e o abate de fêmeas são indicadores que tem estreita ligação. Quando o preço do bezerro cai, o abate de fêmeas cresce”, explica Adriana Mascarenhas, assessora técnica da Famasul.

Nos dois primeiros meses de 2012, o preço da arroba do boi caiu em 9,5% e o da vaca, em 14,5% no Estado. O preço da carne no varejo também registrou queda de 9,9% o kg/carcaça/boi e de 13% o kg/carcaça vaca. O abate, nesse mesmo período, aumentou em 10,7% se comparado a 2011. Só o abate de fêmeas cresceu 18,2% nesse período.

Para 2013, o cenário é favorável. “O estoque de bezerros hoje é de 2,29 milhões de cabeças, que estarão prontos para o abate ano que vem. Portanto, para que o preço não se desvalorize, a demanda terá que crescer em proporção maior do que a oferta prevista”, analisa a economista.

A evolução do peso dos animais para o abate é outro indicador positivo para o setor. De 1997 a 2011, houve um aumento médio de 4,9% no peso de fêmeas que saiu de 12,2 para 12,8 arrobas. O peso de machos teve 4% de aumento, saindo de 17,4 para 18,1 arrobas. “Isso sinaliza que o produtor tem se profissionalizado, mas é preciso ir além”, aconselha. A assessora acredita que investir em tecnologia é a única saída para aumentar a taxa de desfrute na pecuária, ou o total de animais ofertados para abate. “Hoje temos uma taxa de 15%, mas o satisfatório é que essa taxa esteja em 25%”, calcula.

O 25º Encontro de Tecnologias para Pecuária de Corte, do Sindicato Rural de Campo Grande, acontece no dia 16 de abril e conta com o apoio da Famasul, Senar/MS, Funar/MS, Embrapa Gado de Corte, Prefeitura Municipal de Campo Grande, Abiec, Banco do Brasil, Real H e Sistema OCB. Mais informações no www.srcg.com.br ou pelo (67) 3341-2696.

Fonte: Sato Comunicação