Levantamento do IBGE aponta queda de produção na safra de milho em MS

Baixa também foi registrada na produção de soja, enquanto cana-de-açúcar teve aumento neste ano

A produção de milho segunda safra em Mato Grosso Sul deve registra queda de 3,6% neste ano comparado a 2011. No ano passado foram 3,30 milhões de toneladas, enquanto neste ano deve chegar a 3,18 milhões de toneladas.

Os números fazem parte de levantamento mensal divulgado nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referente ao mês de março.

Segundo o consultor em agronegócio, Roney Pedroso, apesar da previsão do órgão, ainda é cedo para definir o potencial produtivo do grão no Estado. Ele relembra que, ano passado, as lavouras de milho sofreram com a falta de chuva na região Norte e a geada no Centro-Sul de MS.

Estamos no início da safrinha e tem muita coisa para acontecer ainda. As próximas chuvas e a possibilidade de ocorrência de geadas vão definir o potencial produtivo”, explica, ressaltando ser necessário analisar as condições climáticas nos próximos 60 dias.

O levantamento do IBGE registra também o reflexo da colheita do milho em 2011. Dos 952 mil hectares de área plantada, 918 mil foram colhidas. “São as áreas que registraram perdas severas ou por geada por seca”, comenta Pedroso.

Estatística – No ranking geral da produção de grãos, Mato Grosso do Sul aparece na sexta colocação 5,7 milhões de toneladas, atrás de Mato Grosso (23,01), Paraná (19,3), Rio Grande do Sul (12,5), Goiás (10,5) e Goiás (7,4).

Do total, a soja representa 4,9 milhões de toneladas. Neste ano, o grão registrou perda de 3,5% comparada ao ano passado (5,079 milhões de toneladas).

A baixa em 2012 ocorreu em virtude da irregularidade de chuva e a estiagem, sobretudo, no Sul do Estado. A adversidade se mostrou pior, nos números, do que o excesso de chuvas de 2011.

Já a cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul teve aumento de produção: subiu de 34,8 milhões de toneladas no ano passado para 40,5 milhões de toneladas em Mato Grosso do Sul, aponta o levantamento do IBGE.

Fonte: Campo Grande News