Mercado climático

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A preocupação com o calor no Meio-Oeste nos Estados Unidos voltou a puxar os preços do milho na bolsa de Chicago. Na sexta-feira, os contratos para dezembro terminaram o pregão cotados a US$ 6,8550 por bushel, com valorização de 12,50 centavos. Segundo meteorologistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, as chuvas esperadas para o fim de semana não seriam suficientes para garantir um nível adequado de umidade de solo no “cinturão do milho”, especialmente mediante à previsão de mais uma forte onda de calor nos próximos dias. A preocupação com a nova safra é grande porque o nível dos estoques de milho nos Estados Unidos é o mais baixo dos últimos 15 anos. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovesta; para o milho subiu 0,56%, para R$ 30,30 por saca.

Influência do milho

Os futuros do trigo reverteram na sexta-feira o movimento de queda que predominou durante a semana. A mudança de rumo se deveu a especulações de que a demanda do cereal irá aumentar entre os produtores de ração dos EUA, como substituição ao milho, que está mais caro. Na bolsa de Chicago, papéis com vencimento em dezembro encerraram o dia a US$ 7,31 por bushel, com alta de 14,25 centavos de dólar. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, contratos para o mesmo período ficaram em US$ 8,0425 por bushel, alta de 6 centavos. “A única notícia positiva é o milho”, disse Tomm Pfitzenmaier, da Summit Commodity Brokerage, à Bloomberg. No mercado interno, a saca de 60 quilos ficou em R$ 26,43, sem variação, segundo o Deral.

Autor: Valor Econômico