Reunião discute medidas preventivas na fronteira

Foco de Febre Aftosa no Paraguai põem produtores rurais e autoridades em alerta no MS

O presidente do Sindicato Rural de Bela Vista, Marcelo Loureiro de Almeida, recebeu na quinta-feira (22), as principais autoridades do setor do agronegócio para  discutir adoção de medidas para a região de fronteira devido ao foco de febre de aftosa registrado no Paraguai. Estiveram presentes a reunião promovida pela Famasul em parceria como o Sindicato Rural de Bela Vista, Eduardo Corrêa Riedel, presidente da Famasul; Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, da Seprotur/MS (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo); Orlando Baez, superintendente federal da agricultura no MS; José Flávio Pinesse, representante do IAGRO; Capitão Paiva, responsável do 10º RC Mec pela operação Ágata e o sargento Giovani, representante do DOF.

Com a presença de cerca de 100 produtores rurais e autoridades, Marcelo Loureiro convocou todos os produtores rurais a serem vigilantes, evitando que o vírus da febre aftosa entre no país através da fronteira. “Não queremos de volta as restrições, tanto comerciais como de manejo, a quarentena, aquele “papelzinho” (antigo CIA – Certificado de Identificação Animal) que o produtor tinha que usar para transferir o gado de uma região para outra. Por isso, vamos continuar empenhados em ajudar em tudo que for preciso para que o que passamos com a ZAV (Zona de Alta Vigilância) não volte”, lembrou o presidente.

Já o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, lembrou que a postura dos produtores e das autoridades hoje é somente preventiva, devido o foco da aftosa ter sido notificado no pais vizinho Paraguai. “O produtor pode contribuir de maneira significativa para o sucesso das ações e o diálogo com as autoridades, para acompanharmos de perto a situação, vai ser determinante para permanecermos com o status de área livre de febre aftosa com vacinação”, afirmou Riedel.

A Seprotur e a SFA anunciaram que poderão ajudar o país vizinho, caso haja necessidade. “Precisamos estar em alerta e contribuir, sempre, da melhor forma”, diz a secretaria Tereza Cristina Correa da Costa Dias. “Tivemos prejuízos enormes no passado (2005/2006), quando do último episódio aqui no nosso Estado. Agora é hora de trabalharmos juntos”, aponta Orlando Baez, da SFA.

Outra contribuição é a prorrogação da Operação Ágata 2, ação conjunta do Ministério da Defesa e da Justiça, para combater a criminalidade na fronteira. “A prorrogação também irá contribuir nesse controle que agora é primordial”, disse o capitão Paiva, do 10° Regimento de Cavalaria Mecanizada, representando o Exército. A operação conta, no Estado, com cerca de 300 militares da Marinha do Brasil, 1.600 militares do Exército e 450 militares da Força Aérea Brasileira.

Fonte: Sindicato Rural de Bela Vista