Técnica melhora produtividade do rebanho bovino

O desenvolvimento tecnológico, não é novidade, a cada dia que passa está mais presente nas atividades do homem do campo. Sendo que recentemente uma nova técnica promete melhorar a produção de leite por meio da correção de imperfeições genéticas do rebanho. Trata-se do chamado acasalamento corretivo, um programa onde cada vaca é estudada e seus efeitos, do ponto de vista da produção de leite, são corrigidos. Na avaliação de Pedro Kani, gerente de pecuária da Secretaria de Agricultura do Espírito Santo, com base nos dados recolhidos das vacas utiliza- se um computador para correlacionar os touros disponíveis, isso porque cada um possui características específicas que serão transmitidas para suas filhas.

A técnica promete melhorar a produtividade em longo prazo, tanto que se uma vaca possui problema de úbere será escolhido um touro para corrigir esse problema. Isso corresponde ao acasalamento corretivo, que nada mais é do que a utilização de um touro capaz de corrigir os defeitos apresentados pela vaca. De acordo com o gerente, embora a capacidade de passar as características de pai para filha seja pequena, sempre há uma melhora da característica a ser corrigida. Sendo que dependendo da falha apresentada pela vaca, ela fica estressada, o que pode repercutir na produção. Assim, com o acasalamento corretivo, é possível evitar que esses problemas se reproduzam no rebanho, o que melhora a lucratividade.

Segundo o pesquisador a correção é feita ao longo de vários anos. Portanto, é difícil medir a lucratividade dessa operação. De um ano para o outro isso não é mensurável. A base genética das raças muda a cada 5 anos. Por isso, só é possível comparar um dado de hoje e saber qual a devida evolução daqui a 5 anos. Essa tecnologia é recente e foi implementada pelas centrais de inseminação do país. É um trabalho complicado e a extensão rural do Brasil ainda tem uma ação bastante tímida em cima dessa novidade. No entanto, mesmo o pequeno produtor pode realizar a operação na propriedade. Para implantar o programa, é preciso que o produtor obtenha a orientação de um técnico. É preciso, portanto, identificar com clareza as deficiências que cada vaca apresenta para que as deficiências das gerações futuras sejam corrigidas.

A genética tem sido o maior contribuinte no crescimento da produtividade em sistemas de produção leiteiros, embora tenham acarretado efeitos desfavoráveis em algumas  características funcionais, que desgastaram parte dos ganhos em lucro total. Os objetivos de melhoramento, no entanto, devem ser mais abrangentes para características não produtivas, pois a maioria dos programas de melhoramento apresenta deterioração contínua, embora a uma velocidade mais lenta ao longo do tempo, sobre a fertilidade.

As ferramentas de medida estão disponíveis ou sendo desenvolvidas para quantificar, usando  tecnologia largamente empregada com potencial alto e custo baixo, medidas de qualidade de leite tal como a caseína, a uréia, os ácidos graxos livres, lactoferrina e teor individual de ácidos graxos. No entanto, sem o incentivo dado pelos processadores ao melhoramento destes componentes do leite, pouco progresso deverá ser esperado, que não seja por respostas correlacionadas aos objetivos de seleção. O uso da genética molecular poderá aumentar o ganho genético nos programas de melhoramento, selecionando animais para produtividade e lucro.

Autor: Gazeta Digital