Tensão mundial diminui e bolsas agrícolas sobem

As bolsas de commodities agrícolas voltaram a atrair a atenção dos investidores, que aproveitaram a forte queda de preços nas últimas semanas para comprar ativos mais baratos. As matérias-primas também acompanharam o bom humor dos mercados financeiros, que foram influenciados pela expectativa de recapitalização dos bancos europeus. Trigo e milho foram os destaques do dia. Na Bolsa de Chicago, o contrato dezembro do trigo avançou 3,52%, para US$ 6,2525 por bushel. A mesma posição do milho subiu 3,02%, a US$ 6,0550 por bushel.

O milho ainda foi sustentado pela compra de processadoras e fabricantes americanas de etanol e pela revisão na estimativa da Informa Economics para a safra 2011/12 nos EUA. A consultoria reduziu a estimativa para a produção do grão no país a 317,98 milhões de toneladas, ante 322,86 milhões de t previstas em setembro. A projeção é inferior às estimativas recentes de outras companhias. O mercado da soja teve desempenho mais modesto em Chicago, com a alta do preço limitada pela queda na demanda. O contrato novembro subiu 0,32%, para fechar cotado a US$ 11,6375 por bushel.

Os preços dos produtos agrícolas também reagiram nas bolsas à queda do dólar, que os torna mais baratos para importadores que usam outras moedas. Foi o caso do açúcar negociado na Bolsa de Nova York, cujo preço subiu 0,45%, cotados a 24,80 centavos de dólar por libra-peso, no contrato março. O contrato dezembro do café avançou 0,51%, cotado a 227,70 centavos de dólar por libra-peso.

Fonte: O Estado de S.Paulo