Paraguai começa sacrificar animais

Pelo menos 819 cabeças de gado devem começar a ser sacrificadas a partir de hoje no Paraguai, como parte da extensão do bloqueio por causa dos focos de febre aftosa confirmados no último domingo.

A informação é do chefe interino da Qualidade Animal (Senacsa), Carlos Simon, em entrevista à rádio 780 AM, e reproduzida pelo site de notícias do Paraguai, “ABC Digital”.

Os animais serão abatidos com um tiro na cabeça depositados em três valas. O trabalho será feito por 23 soldados das Forças Armadas do Paraguai, que já estão no local do abate.

Conforme o Digital ABC, Simon explicou que não há forma de utilizar outro procedimento, porque “o rifle é aconselhável, de acordo com padrões internacionais”.

Um grupo de funcionários do Ministério das Obras Públicas e Comunicações (MOPC) foi a San Pedro ontem para cavar o buraco na Estância de Santa Helena, onde foram localizados os focos da febre aftosa.

Uma vez depositados todos os corpos, deverão ser selados com cal, para impedir a venda de carne infectada. O processo deverá ser realizado hoje à tarde e amanhã pela manhã. As autoridades não permitirão o acesso da imprensa, mas garante que as imagens serão distribuídas para provar a destruição.

Os focos de febre aftosa no Paraguai foram confirmados no domingo, com 13 animais infectados no norte do País, a cerca de 130 quilômetros da cidade de Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul. Na área de influência terá bloqueio de outras medidas sanitárias, como controle e desinfecção de veículos.

Ainda conforme o site, a detecção de febre aftosa no Paraguai levou o País a suspender a exportações de carne bovina. A perda para o setor seria em torno de 300 milhões em guaranis.

No setor de carne também mencionou a possibilidade de que 6 mil trabalhadores perderão seus empregos devido à suspensão das exportações.

MS

Mato Grosso do Sul, como nos estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina bloquearam a entrada de carne, produtos e subprodutos do Paraguai. Há bloqueios sanitários nas fronteiras do Brasil com o Paraguai.

O governador André Piccineli informou que ontem mesmo viajaria a Brasilia para tentar a liberação junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de R$ 16 milhões para ser aplicado na sanidade animal. Ele lembrou que em 2005 foram liberadas um milhão de doses de vacinas que foram aplicadas em gados do território de Mato Grosso do Sul e no Paraguai. Segundo ele, a aftosa “não é um problema só do Paraguai. Caso seja possível e necessário, tanto a força pessoal quanto a material do Estado vão estar disponíveis para a vacinação do gado paraguaio”.

André também destacou que, desde a primeira notícia sobre aftosa em no País vizinho, efetivos da Força Nacional, Departamento de Operação de Fronteira (DOF), policias militares e civil, além de agentes da Iagro, foram destacados para a região de fronteira a fim de proibir entrada e saída de gado do Paraguai no território sul-mato-grossense.

Puccinelli garantiu que, por enquanto, não há sanção à carne de Mato Grosso do Sul. Ele também relatou que tem conhecimento de que a carne paraguaia, até abatida, em frigorífico, retornou para a fazenda de onde saiu o gado.

Fonte: Dourados Agora