Ministério da Agricultura contesta restrição da Rússia

Ministério da Agricultura contesta restrição da Rússia a frigoríficos brasileiros

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) vai apresentar, na próxima terça-feira (03/05), ao Serviço Federal de Fiscalização Sanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor), os esclarecimentos sobre as alegações que levaram à manutenção das restrições a 13 frigoríficos brasileiros que tinham interesse em exportar carnes para o mercado russo e a imposição de restrições temporárias a outros oito.

Foi encerrada, na semana passada, uma missão russa realizada anualmente que inspecionou 29 frigoríficos do país selecionados de uma lista de 40. No dia 15 de abril, houve a reunião final entre representantes dos dois países para discussão das questões suscitadas durante a visita. Três dias depois, foi colocado no site do Rosselkhoznadzor um relatório preliminar no qual as autoridades russas informavam que estavam mantidas restrições temporárias a 13 plantas frigoríficas. Além disso, haviam sido incluídas outras oito em restrições temporárias e mais oito estariam em análise.

O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Luiz Carlos Oliveira, disse nesta quinta-feira (28/04), que o relatório preliminar divulgado não reflete completamente os entendimentos entre os técnicos dos dois países durante a missão. O governo brasileiro espera o envio do relatório completo.

O ministério já determinou uma nova supervisão dos processos produtivos nas 29 plantas visitadas, para esclarecer as não-conformidades apontadas pela missão russa. “As empresas serão responsáveis pela parte que lhes cabe e deverão esclarecer as dúvidas levantadas”, disse o diretor do Dipoa.

Oliveira não vê, a princípio, motivação higiênico-sanitária que justifique a não-habilitação das plantas, o que levanta a hipótese de que possa haver outras motivações para as medidas determinadas pelo serviço de fiscalização russo, uma vez que não foram considerados os entendimentos obtidos na reunião final. “O ministério garante que o serviço de inspeção brasileiro é seguro e atende as exigências da legislação russa”, afirmou Oliveira.

Fonte: Globo Rural

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